Poucos são os homens capazes de ver, realmente ver uma mulher.
A maioria de nós as dilacera como um esquartejador e enxerga apenas partes de mulher.
Assim nós vemos um rosto, um seio, uma nádega, um par de pernas. Alguns, com melhor perspectiva vêem um corpo, um sentimento, um conjunto de gestos.
Mas quantos homens são capazes de ver uma mulher, uma mulher inteira, percebendo as nuances graciosas que fazem com que todas as partes interajam? Quantos?
Tal qual a formiga, não podem enxergar toda a montanha enquanto caminham sobre ela.
Assim, ao olhar minha mulher de tal perspectiva e ter o privilégio de admirá-la na sua totalidade, me sinto o dono de uma riqueza imensa e isso me faz sentir bem a respeito de mim mesmo.
Dessa forma, penso eu, se sentiam os sábios do oriente ao contemplar ao longe o monte Fuji na sua indivisível e grandiosa beleza.
André Terra 2006
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