sexta-feira, 31 de maio de 2013

Me agarro, com as mãos, firmemente ao chão. É o medo! Medo de dar um passo em falso, escorregar e cair de pé. Medo de acertar por engano. Corro o risco iminente, a aterradora possibilidade de, por algum deslize, por algum descuido da alma vigilante, triunfar. Tenho que estar de olhos abertos, incansavelmente atento. Qualquer movimento em falso pode me trair. Em qualquer tropeço, posso vencer. Qualquer piscar de olhos pode permitir que eu me perca de minha pequenez e me torne o meu eu maior.