Rio - Floripa
Ô meu Rio de Janeiro
Me perdoa, Redentor
Mas eu tava sem dinheiro,
Sem sossego e sem amor.
Me fudendo o ano inteiro
Pra num belo fevereiro
Me abordar algum funkeiro
E roubar todo o meu dinheiro
Nesse Rio de Janeiro.
Ir morar em Olaria,
Realengo, Freguesia.
Mas o bom é Ipanema,
Sem povão e sem poema.
Sem garota pra poeta
Só pra desembargador.
Deus me livre. Que horror.
Guara plus a 2 real!
Moço, não me leve a mal.
Conjugado de 1 milhão?
Me desculpa. Quero não.
Sou malandro carioca
E malandro se antecipa.
Vida boa é a que se toca
Nesses mares de Floripa.
André Terra - Florianópolis
Dezembro / 2009